Leia, agora, este trecho de uma narrativa com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, criado pelo escritor paulista Monteiro Lobato. A primeira Ironia fala é de Dona Benta. [...] Na lavagem a água dissolve alguma coisa de su- jeira, destaca as partículas sólidas do pó que ficaram na pele ou na roupa; só não mexe com o sujo gordurento. Mas se juntarmos sabão à água, essa sujeira gordurenta é também dissolvida e lavada. Graças pois as habilidades da água e do sabão é que temos uma pele limpinha e uma roupa que dá gosto ver - como as mãos de Emília e o vestidinho dela. Emília estava com as mãos e o vestido sujos, de modo que corou com a observação de Dona Benta e respondeu, queimadinha: - A culpa é da senhora mesma, que leva a vida toda a falar em água e não dá tempo da gente tomar banho... M MONTEIRO LOBATO. Serões de Dona Benta, São Paulo: Brasiliense, 1937. p. 56.