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É importante pensar sobre Deus
Para muitos filósofos, essa foi uma questão essencial. Admitir ou não a existência de Deus implica em consequências filosóficas diferentes. Para Platão, deveríamos enfrentar essa questão para conduzir bem as nossas vidas. Isso porque a resposta à pergunta sobre a existência ou não de Deus afeta o modo como agimos, como vemos as nós mesmos, o significado e a importância que damos à vida, o que esperamos do futuro. Para os que aceitam Deus, a vida só ganha sentido com Sua existência. Se Deus existe, a vida pode ter um sentido de transcendência, que vai além do aqui e do agora, pode haver uma providência por trás das coisas, a morte pode não ser o fim de tudo...Para os que não aceitam a existência de Deus, a vida deve ter outros significados, voltados mais para imanência, para o aqui e o agora, ou para o sentido histórico, ou pode ter sentido nenhum. Fica a questão: é praticamente impossível filosofar sem tomar um posicionamento a respeito de Deus, seja para afirmá-lo, seja para negá-lo, seja ainda para dizer que nada podemos dizer sobre Ele. Há séculos, a Filosofia tem produzido argumentos a favor da existência de Deus e contra ela, há páginas e páginas de livros preenchidas com complexas e sutis teorias. Filósofos em diferentes contextos, condições históricas e culturais estudaram essa questão e reivindicaram um determinado ponto de vista.
A filosofia de Platão e Aristóteles pretendia entender a divindade de forma racional, argumentativa. Assim, outros tantos filósofos fizeram o mesmo: os estóicos, os escolásticos, Descartes, Espinosa...Ou seja, a ideia de Deus na filosofia está fortemente ligada á razão. Desde os gregos, o esforço de muitos pensadores é justamente usar razão para buscar, demonstrar, e compreender Deus. O poder dos argumentos a favor de uma ideia de Divindade foi por muitos considerado definitivo. A razão também é vista como um instrumento de entendimento da natureza divina. A questão não é só mostrar que Ele existe- e se Ele existe-, mas o que Ele é como Ele é... De três séculos para cá, houve maior número de filósofos que argumentaram contra a existência de Deus. Chegou-se mesmo a declarar que Deus está morto, na filosofia de Nietzsche. Mas tanto na sociedade quanto na Filosofia, tanto entre o povo como entre cientistas, Deus continua vivo, voltando sempre a discussão. Quando os filósofos pretendem provar a existência de Deus usam argumentos que falam da natureza divina. No porquê, muitas vezes já está presente o que e o para quê. Porque precisamos de Deus para explicar o mundo, que Deus é esse que explica o mundo e para que precisamos de Deus em nossa vida? Vamos resumir algumas respostas que aparecem na filosofia.
Deus é causa= Só se pode explicar tudo que existe, de maneira tão bela e tão ordenada, tão funcional e tão inteligente, se aceitarmos que existe uma inteligência criadora ou, se não for criadora (há filósofos que não aceitam Deus como criador), pelo menos uma inteligência organizadora. Esse argumento causal está em Platão, Aristóteles, em filósofos cristãos, como Tomás de Aquino, em filósofos árabes, como Avicena, e filósofos judeus, como Maimônides e Espinosa.
Deus a medida do bem= Para podermos dizer que algo é mais justo ao menos justo, melhor ou pior, para ver uma moralidade real no ser humano, na vida e no mundo, é preciso que haja um conceito supremo de bem, uma medida absoluta. Platão e Aurélio Agostinho enfatizam esse argumento. O escritor russo Dostoievski resumia essa ideia assim: “Se Deus não existe, tudo é permitido. Por isso Nietzsche, que declarou a morte de Deus, também escreveu o livro Além do bem e do Mal, onde o bem e mal são conceitos relativos e devem ser ultrapassados. A que citamos o argumento a favor da existência de Deus como parâmetro para as leis Morais.
Deus dá sentido= A natureza, a vida, Universo só fazem sentido dentro de uma concepção inteligente, de um projeto concebido por um Ser Perfeito e Todo Poderoso. Se tudo fosse resultado do acaso, nossa vida pessoal e a existência da humanidade não teria nenhum sentido. Estaríamos soltos, sem rumo, sem propósito. O sentido só ganha corpo, aliás, se houver uma ideia de eternidade- esse pedaço de vida que vivemos não dá para esgotar todas as possibilidades e nossa sede de sentido e perfeição. Portanto, a ideia de Deus, de sentido existencial, está ligado à imortalidade da alma.
Deus é imanente= Deus está presente em todas as coisas, no Universo, dentro e fora de nós; por isso, podemos observar suas leis agindo em tudo e, ao mesmo tempo, podemos sentir essa presença. Espinosa enfatiza esse estar de Deus em tudo e Bergson mostra que é possível experimentar essa divindade em toda a criação.