Pontes e palavras Todo mundo adora ter razão, ser ouvido e obter aprovação - haja vista a satisfação que causam as curtidas de textos ou fotos recebidas nas redes sociais. Seja nas pequenas disputas do dia a dia, em casa, na vida social ou no trabalho, nos empenhamos em conquistar espaços. E há o outro lado da história: também somos constantemente solicitados a dizer sim - e algumas vezes nos surpreendemos oferecendo uma resposta afirmativa para coisas que sequer desejamos de verdade. Por que isso acontece? Nesta edição, buscamos compreender justamente o que faz as pessoas dizerem sim. Entender esses aspectos pode ser muito útil no momento de tomar uma decisão. O psicólogo Robert Cialdini, que colabora com um texto nesta edição, concentrou sua carreira na observação e no estudo do que chamou de técnicas de influência. Ele identificou principios norteadores da ascendência social, todos com base na evolução de nossa espécie. O pesquisador destaca, por exemplo, o princípio da reciprocidade, segundo o qual tendemos a retribuir favores: se alguém nos oferece algo, portanto, costuma ser mais difícil dizer não a essa pessoa, caso ela nos faça um pedido. Outro aspecto, a afetividade: se um amigo querido nos pede um favor com jeitinho, certamente vamos nos empenhar em atendê-lo, ainda que dificilmente fizéssemos tal esforço se a solicitação viesse de alguém com quem não simpatizamos. [...] A psicóloga Alison Wood Brooks, especialista em economia, doutora em administração, trata em seu artigo das armadilhas emocionais das negociações - em geral mais importantes que estratégias, táticas, propostas e contrapropostas. Segundo ela, é fundamental ater-se a demonstrações de ansiedade, irritação, empolgação, decepção ou pesar, tanto nossas quanto do interlocutor. Essa atitude é grande diferencial para o sucesso de acordos, seja na vida pessoal ou profissional: prestando atenção ao que sentimos e olhando para o outro criamos pontes. E com isso, necessariamente, fazemos valer nossa opinião? Talvez não. Mas o melhor é que nesse trajeto é possível descobrir que o outro também tem razão. E isso pode ser muito interessante. Boa leitura! LEAL, Gláucia. Disponível em: <http://zip netbcthz8> Acesso em: 16 maio 2016. Fragmento. (SUP0806) 12) (P12079717) A informação principal desse texto é A) a satisfação das pessoas ao receberem aprovações nas redes sociais. B) as armadilhas emocionais que as pessoas podem sofrer ao longo da vida. C) o desejo que as pessoas têm de ter razão nas pequenas disputas do dia a dia. D) o desempenho das pessoas para conquistar espaços em diversos meios sociais. E) os aspectos que levam as pessoas a concordarem com solicitações indesejáveis.