Índia seus cabelos nos ombros caídos,
negros como a noite que não tem luar;
seus lábios de rosa para mim sorrindo
e a doce meiguice desse seu olhar. [...]
Índia, sangue tupi,
tem o cheiro da flor;
Vem, que eu quero te dar,
Todo meu grande amor. [...]
Texto 2
Iracema
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara, o pé grácil e nu, mal roçando alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. [...]
Apesar de serem produzidos em épocas diferentes, esses textos relacionam-se em função: