Romeu, Romeu, por que há de ser Romeu? Negue o seu pai, recuse-se esse nome; Ou se não quer, jure só que me ama E eu não serei mais dos Capuletos.
ROMEU (à parte) Devo ouvir mais, ou falarei com ela?
JULIETA É só seu nome que é meu inimigo: Mas você é você, não é Montéquio! O que é Montéquio? Não é pé, nem mão, Nem braço, nem feição, nem parte alguma De homem algum. Oh, chame-se outra coisa! O que há num nome? O que chamamos rosa Teria o mesmo cheiro com outro nome; E assim Romeu, chamado de outra coisa, Continuaria sempre a ser perfeito, Com outro nome. Mude-o, Romeu, E em troca dele, que não é você, Fique comigo.
ROMEU Eu cobro essa jura! Se me chamar de amor, me rebatizo: E, de hoje em diante, eu não sou mais Romeu.
No Texto 1, no trecho “ROMEU (à parte)”, a expressão destacada entre parênteses foi usada para
a) apontar o uso de uma expressão estrangeira.
b) destacar a maneira como o público deve reagir à cena apresentada.
c) indicar o modo como a fala do personagem deve ser encenada.